Descelebro, mas sem especial decência, nem porventura com honestidade em stricto senso, mas com uma honestidade outra, menos boa menina de liceu ou funcionário escrupuloso, no sentido em que me ponho em pratos limpos, sem cortesias ranhosas entre mim e mim mesmo, embora com suaves cortesias entre o que me julgo ser e os outros – muitas vezes trata-se de um trabalho de desdizer com um fundo cómico mas amável.
As ressalvas fazem-se, e cato pulgas à melancolia, uma melancolia como encenação à qual faltam máguas – não me retrato como melancolista nem enciclopédico a sério, mesmo que a morte mostre as suas tetas como algo inesperado e a fragilidade se aprofunde na floresta das emoções desavindas do temor perante os temores – e a filosofia retorica-se em alegorias selvagens como acompanhamento de arquialaúdes (cordas grotescamente tangidas, fedorentas fanfarras).
Sejamos sérios convictamente, mas sem sorumbatismos e pompas – não nos desempenhemos de assuntos maiores e menores nem deixemos a nossa privacidade ir-se por aguas de companhias impostas ou amigalhices importunas, mas dentro de uma resistência taoista à mão do estado e das coisas «públicas», também não descuremos a nossa quota de participação nos dilemas do globe que devora púberes impérios.
Ou aprimoremos a ironia sem nos apardaçarmos em mistérios, por mais voluptuosos que sejam, por mais ossudas que sejam as páginas da história, com suas carnes bem passadas, com as suas permutações de canibalismo cabalistico, com os seus passos em frente na emancipação e os seus passitos atrás de quem não esteve preparado, e assim nos fazemos ora fáceis ora difíceis, ora pronto para rumbas, ora descurando os paso dobles.
As ressalvas fazem-se, e cato pulgas à melancolia, uma melancolia como encenação à qual faltam máguas – não me retrato como melancolista nem enciclopédico a sério, mesmo que a morte mostre as suas tetas como algo inesperado e a fragilidade se aprofunde na floresta das emoções desavindas do temor perante os temores – e a filosofia retorica-se em alegorias selvagens como acompanhamento de arquialaúdes (cordas grotescamente tangidas, fedorentas fanfarras).
Sejamos sérios convictamente, mas sem sorumbatismos e pompas – não nos desempenhemos de assuntos maiores e menores nem deixemos a nossa privacidade ir-se por aguas de companhias impostas ou amigalhices importunas, mas dentro de uma resistência taoista à mão do estado e das coisas «públicas», também não descuremos a nossa quota de participação nos dilemas do globe que devora púberes impérios.
Ou aprimoremos a ironia sem nos apardaçarmos em mistérios, por mais voluptuosos que sejam, por mais ossudas que sejam as páginas da história, com suas carnes bem passadas, com as suas permutações de canibalismo cabalistico, com os seus passos em frente na emancipação e os seus passitos atrás de quem não esteve preparado, e assim nos fazemos ora fáceis ora difíceis, ora pronto para rumbas, ora descurando os paso dobles.

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